O Passeio do Careca

A pedido de várias famílias, eis que chega o dia para “O Passeio do Careca”, há que aproveitar esta primavera antecipada para ver o mar, o sol e a areia, matar saudades dos dias de Verão.


Eram 08h30min quando arrancamos rumo ao mar, sempre um bom motivo para a prática do BTT, os trilhos escolhidos foram muito bons. Desta vez foram só 4 os pinocos que apareceram à chamada (Barte, Careca, Redleh e Zéktm), mas reza a historia que mais vale 4 na mão que dois a voar… A entrada para os trilhos de terra deu-se no Monte Santa Catarina em Famalicão, aí deparamos-nos com muita arvore ardida, e claro os “vampiros” da lenha lá estavam, dizia um: “bota fio!” e responde um pinoco: “limpa o trilho, tá cheio de paus!!” (há pessoas que estavam também caladas!). Este monte é bem bonito, e pelo trilho escolhido fomos sair junto a umas vivendas, já perto de Gondifelos. Dizia agora o nosso Redleh: “vem aí uma descidinha de downhill”, e de facto no GE tem uma foto dessa zona com esse título, a descida é fixe, mas nada tem a ver, só se for dóniló … a descida levou-nos junto a uma pequena ponte sobre o Rio Este, zona muito convidativa e agradável. Seguíamos agora em direção a Balazar onde passamos junta à casa da Santa Alexandrina, e novamente entravamos no monte, era altura para comer uma barrita, o Barte recebia mais um telefonema (e não foi o último, e não é muitos e não são poucos, não é…bastantes). E claro, não podiam faltar os senhores da caça, achamos estranho ao sábado de manhã ver tantos caçadores, mas assim vai o nosso país. Tínhamos alcançado agora Casais, subimos numa zona que já por lá tínhamos passado num Manobras, fomos depois sair á rua da Cividade, não sem antes termos ajudado dois colegas que estavam naquela zona atracados a precisar de ar para um pneu (bendita bomba de ar do Careca). Fomos então em direção á ponte dos arcos e seguimos pelos Caminhos de Santiago, mais á frente chegávamos novamente junto ao rio na zona de Touguinhó, estava uma manhã a correr muito bem, já ia cheirando a mar, poucos minutos depois o joelho do Zéktm deu de si e fez dor ao pedalar, mas já estávamos a chegar ao convento de Santa Clara, junto á ponte sobre o Rio Ave, ponte esta com grades feita por uma empresa muito prestigiada, e mais não dizemos… e vai daí e estavamos nós a ver o mar e a saciar-nos com uma pizza no Carciofi. Findo o almoço em grande, fomos para a zona photo show, claro junto ao forte de São João. O regresso a casa foi realizado primeiro pela travessia da ponte do comboio sobe o Rio Ave, lá seguimos junto ao rio passando pela localidade bem conhecida do BTT, Retorta do famoso Raid da Lama. Entramos nos trilhos em terra e seguimos em direção á capela Nossa Senhora do Padrão, em Touges, descemos e fomos sair á Azenha em Ponte do Ave, aí passamos a ponte e seguimos pelos Caminhos de Santiago. Fomos avançando, sempre ladeados pelo Rio Ave, e cá esta, o Barte numa chamada: ”esse gajo não é homem, é um batata!!!”. Lá íamos a pedalar, Ferreiró coisa e tal e não é que ao fundo avistamos uma empresa junto ao rio “… nem aqui me livro disto…” ia palrando um dos elementos. Largamos o rio e subimos em direção ao famoso moinho de vento, fomos dar junto ao gimnodesportivo da Aldeia Nova, passamos á porta de casa de um amigo do BTT ( O Presidente dos Índios do Monte), mas não estava, e nós cheios de sede. Apanhamos mais abaixo uma parte já nossa conhecida no recente Manobras e daí até casa foi um tirinho. Foi um dia bem passado, chegamos a casa por volta das 16:30, com cerca de 90 kms e 1700 metros de acumulado de subida (pois esta cena do acumulado é fixe!).

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