Os Pinocos e a Serra

Desde 19 de Fevereiro deste ano que não visitávamos esta Serra e foi a terceira vez que a visitamos nas nossas aventuras.  Esta escolha ocorreu para que antes do período de férias pudéssemos juntar o maior número de elementos a percorrer os melhores trilhos numa das Serras de eleição para a prática da nossa actividade de lazer, confraternização, diversão, sacrifício e também alguma galhofa.
A escolha do track foi a que por influências e recomendações não nos deixou alternativa que não a de nos aventurar à mesma. Sobre o traçado feito, e muito bem feito, no II Passieo BTT – “O Homem e a Serra” fomos deliciando as magnificas paisagens da Serra da Cabreira.
Foram sete os que apareceram à hora marcada com a intenção de passar mais um belo sábado, uns mais pontuais que outros chegaram, mas sem nunca comprometer os horários planeados. Após nosso tele-transporte lá estávamos junto ao Estádio Municipal de Vieira do Minho de onde arrancamos com uma companhia de uma forte neblina, mas que se foi desvanecendo ao mesmo tempo em que íamos conquistando altitude, e que altitude, nesta primeira fase do passeio quase que não respiramos até chegar à cota dos 800 metros. Tínhamos agora a compensação e por entre vários singles (que demonstraram muito trabalho de execução) fomos como que rasgando o cume da Serra até à parte mais a leste do passeio onde podemos avistar a Albufeira de Cabril pela altitude onde nos encontrávamos a paisagem era fenomenal.
Estávamos agora na fase em que tomávamos o sentido de volta, mais uma série de trilhos e singles muito agradáveis, iríamos agora chegar muito perto da cota dos 1000 metros e foi junto a uma das dezenas de eólicas que avistávamos que fizemos o nosso reforço que não é mais que uma recuperação de algumas calorias junta com uma amena cavaqueira quer sobre o que se estava a passar quer sobre um ou outro mais assunto em voga.
Recuperados e prontos para o restante, com temperatura nas alturas continuamos a ser surpreendidos e agora com singles por entre pedras e pedrinhas, era perfeita a conjugação de trilhos com paisagens, agora conseguíamos avistar ao longe Salamonde o tudo o que nos cercava vidrava-nos o olhar. Mais alguns minutos e era a vez que podermos ter acesso a uma vista panorâmica da Albufeira da Caniçada. Aparecia agora o nosso ultimo desafio, pois tinhamos que antes de poder descer até Vieira, e já quase perto de Foz, obter novamente a cota dos 800 metros onde poderíamos ter feito mais uma conquista geodésica (Penedo) não fosse o estado de limite de esforço já patenteado em alguns momentos (nova oportunidade não faltará certamente!).
Era altura então de descer até Vilar e como não podia deixar de ser mais uma vez com a melhor conjugação de trilhos onde podemos também encontrar na parte final alguns rurais que de tanto o ser nos deixou as rodas carregadas de lama e pelo odor de mais qualquer “coisa”.
Finalmente chegados novamente ao ponto de partida o sentimento geral era:
 - “Muito bom este passeio!”.






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