Trilhos das Minas de Jales - 1º Episódio

Após um ano um mês e três dias voltamos a Jales e fomos recebidos pelos manos Favaios que com a maior amabilidade nos guiaram num belo passeio com início e fim em Campo de Jales.

Arrancamos então de Campo de Jales em direçao a um Paiol de pólvora onde após alguns metros atingíamos os 1025 metros de altitude. Já com os músculos devidamente aquecidos tivemos a nossa primeira descida esta até Guilhado. Estávamos agora num denso pinheiral onde por entre uma paisagem bucólica fomos descendo por cima de pequenas pinhas que por vezes nos traziam a sensação de OTB, atravessando a EN 206 até Nozelo e agarrando a EN 2 seguimos até à sede do município de Terras de Aguiar de Pena. Após travessia do centro da vila estávamos agora novamente na EN 2 a ao longe avistávamos o Viaduto da A24 Vila Pouca de Aguiar, obra imponente que pela quantidade de betão que por ali víamos terá “ajudado” uma qualquer empresa portuguesa a estabilizar as suas contas. Por entre trilhos e caminhos chegavamos a Soutelo de Aguiar de lá avistávamos ao longe um castelo em cima de um penedo que os nossos cicerones diziam ser um castelo roqueiro que se encontrava em cima desse enorme penedo, após visita ao castelo deu para abastecer de agua num pequeno tanque onde tínhamos a melhor agua do sítio dizia-nos uma sexagenária de Pontido. E novamente a descer agora até Parada do Corgo, de lá se viam as Eólicas de Raiz do Monte e era para lá que íamos, e houve alguém que disse: “Tá bem já sei que é lá para cima!”. Boa massagem para os Ss’ers, e não só, a subida acabava quando atingíssemos os 1070 metros. Após chegarmos ao topo íamos agora rompendo por entre o basto numero de eólicas e sendo quase sempre ladeados visualmente pela A24/IP3 chegamos ao ponto de onde iríamos chegar a Quintã, e eis que surge algo que não esperavamos, a frogunete conduzida pelo Sôr Favaios onde podemos encontrar um pequeno grande reforço (muito idêntico ao do PUF), bela surpresa esta.
Após reposição de energias com a ingestão de algumas calorias e no meio da amena cavaqueira que estávamos a desenvolver sai uma exclamação: “E se fossemos dar um mergulhinho?”. Pois e quem conhece o sítio sabe onde a água é mais quentinha, e no caso era junto a uma ponte romana que se encontrava algures lá em baixo.
Fomos até à ponte romana sobre o Rio Pinhão onde aconteceu então o tal mergulho, e não é que a água era mesmo “quentinha”. Sobre aquele maciço granítico e seguindo uma calçada romana que foi subindo ligeiramente até Vreia de Jales íamos deixando para trás Barrela e Cerdeira, nesta ultima passamos (nem todos!) por um largo conjunto de Espigueiros que para quem tinha feito o PUF já não eram novidade, mas sempre de belo registo na retina. Seguíamos agora rumo a Campo de Jales sem antes sermos levados a conhecer uma enorme estrutura de metal que assegurava o movimento de um elevador que fazia o transporte para e do subsolo, que atingia cerca de 600 metros de profundidade, tínhamos por baixo de nós largos hectares de galerias.
Ficou a promessa de um dia lá voltar e outra coisa não podíamos desejar, as paisagens são maravilhosas e a forma como somos recebidos e acompanhados é magnífica.

"Rotas do Ouro com BTTPINOCO" by José Favaios

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