II Rota do Nariz do Mundo

Sendo esta a segunda abordagem à Cabreira pelas bandas de Moscoso foi por nós usada como uma primeira abordagem ao seu lado este. Tendo em conta que tínhamos almoço com hora marcada o passeio não poderia alongar-se muito para além do meio-dia, tomamos então como objectivo deste passeio conhecer a zona e com uma ou outra abordagem futura de dimensões idênticas pensamos estar prontos para juntar uns magníficos trilhos e obter um passeio de dimensão "Épica".
Arrancamos cedo com uma neblina a acompanhar-nos e até chegarmos a Formigueiro fomos passando por alguns trilhos entre os socalcos humedecidos pelo clima dos últimos dias, uma pequena distração no GPS e pronto passamos pelo interior de um conjunto de pinheiros, árvores que não vemos tão frequentemente como mais a litoral. Os trilhos com muita água à mistura tornavam-se muito apetecíveis mas o melhor estava ainda para vir porque quando ultrapassamos Formigueiro entramos numa zona de trilhos técnicos com alguma calçada e sempre a descer. A diversão acabava quando chegamos a uma zona de baldio abandonada e o sentido de orientação do GPS nos fez ser absorvidos por uma zona de altas giestas e densa vegetação, a orientação durante largos minutos foi muito atenta ao pequeno "carreiro" que conseguimos observar junto ao solo e tentando farejar o que não víamos. Nesta altura alguma ansiedade aparecia mas a entre-ajuda foi forte e o final do túnel apareceu encontramos agora uma zona onde o trilho (já ciclável) nos levou até à estrada que liga Asnela a Vilela, pelo meio paramos junto à ponte sobre o Rio Batoco (salvo erro!) para recuperarmos algumas calorias.
Após a pausa o que nos esperava era subir dos 400 aos praticamente 800 metros de altura em pouco mais de 2 kms, devagarinho lá fomos subindo, dois infiltradoSS não sabiam no que se iam meter mas nada de grave e quando chegamos a Meijoadela e por entre a aldeia fomos avançando sentiamos que o passeio iria continuar a oferecer-nos brindes e assim foi mais calçadas, mais trilhos técnicos e tínhamos agora uma vista privilegiada sobre o desfiladeiro rochoso denominado Nariz do Mundo a paisagem é brutal e o pequeno planalto que encontramos deu para irmos observando tudo o que nos rodeava de uma forma mais distraída.
Junto à casa florestal avistávamos no outro lado do vale o ponto de onde tínhamos partido, para lá rumávamos agora sem antes podermos descer mais uma calçada (e que calçada) até chegarmos ao ponto da verdadeira aventura do dia, passarmos o pequeno rio mas de alguma corrente que nos fez molhar as pernas para lá dos joelhos, belo momento este de alguma "angustia" até.
Resistindo a mais uma exigente inclinação alcançamos a aldeia de Moscoso novamente, tínhamos agora chanfana de cabra bravia e coteletões de novinho na brasa à nossa espera na mesa e sabíamos que no final poderíamos também deliciar uma boa rabanada de mel e bolo de mel.






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