Serra da Cabreira - À 3ª foi de vez!!!

Depois da Rota do Nariz do Mundo e da Rota do Cabeço da Vaca, nada melhor que voltar à Serra da Cabreira para um novo percurso com coincidências dos dois percursos anteriores!
Há passeios onde tudo corre bem, há outros onde corre tudo mal, e há ainda aqueles que não correm bem nem mal, assim assim. É uma maneira um pouco injusta de qualificar o que se passou, mas ao mesmo tempo reflecte o espírito de quem o fez. O que importa referir é que esta terceira incursão pela Serra da Cabreira prometia mundos e fundos, ficamo-nos pelos mundos, já que fundos, hum!!!
As previsões de trovoada para os lados de Aboim, o início desta aventura, levaram-nos a tomar precauções ao nível do impermeável. A verdade é que levámos também o protector solar e às 8h30m o sol prometia já graus e graus. A navegação seria um problema monumental, mas já lá iremos. Um pequeno acerto no gps iniciava este percurso, que começou logo com trilhos técnicos e em singletrack, algo que era engraçado e dava um colorido diferente a um dia destes. A temperatura começava a subir mas só abrandávamos com picadelas de abelhas ou automóveis com dizeres impressionantes. Curiosamente, depois deste encontro com um Datsun, deparamo-nos com uma carroça, ou algo muito similar, em plena estrada. Uma imagem surreal!
Uma paragem para repor calorias e começamos a entrar no centro da serra, imagem e paisagens espectaculares, típicas daquela serra. Começava também uma repetida passagem por pontos de água, vulgo piscinas para pessoas cheias de calor, e por pontos de fomentação genética. Não é caso para preocupação, é apenas uma metáfora que quando pesquisada no google pode ser facilmente entendida!
A passagem por trilhos conhecidos facilitou o ritmo e o desenrolar do percurso até à nascente do rio Ave. Aqui uma nota para a tecnologia! Entre 3 gps's ninguém deu conta que o percurso estava a ser feito pelo track de backup, o chamado atalho. Ora bronca! Mas depois de uma pequena reunião, demos conta que talvez os pequenos gadgets nos quisessem proteger de longas horas de exposição solar a altas temperaturas. Ficámos com o percurso reduzido e aproveitámos para desviar em direcção às conquistas geodésicas. Depois o merecido mergulho na melhor água do mundo, um dos prazeres de quem cruza estes montes e serras!
Mais algum revivalismo dos trilhos e umas fotos animavam as hostes mais acaloradas. Ao ver as marcações de um passeio coincidentes com o track não desconfiamos, mas ao ver uma placa indicativa de "longa subida" suspeitámos. A suspeita confirmara-se, a subida era longa e alongou-se. Refugiados na sombra sempre que possível, dirigíamo-nos para o final, mas eis que nova intervenção tecnológica... Erro humano ou não, deparámo-nos com nova oportunidade de mergulho, que apesar de bem aproveitada não deu para repor as energias que precisaríamos em seguida. Um grande desvio do track por falta de alternativa, deu-nos a possibilidade de mais uma conquista, mas deu-nos vários km's de regresso. Isto numa altura em que as forças não eram muitas, ao contrário do calor que teimava em ser maior. Uma pequena subida, mas grande aos olhos transpirados, queimava os últimos cartuchos e só mesmo um atalho final, por escolha própria nos devolveria a Aboim, na passagem pelo seu moinho de vento, bela imagem e sensação de dever cumprido!
É claro que até aqui temos estória para contar, pois nada melhor que mudar um pneu do automóvel depois de 70km num calor abrasador!

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