Salamonde com água e mariolas!

Antes de lerem isto, coloquem em pano de fundo esta música, por favor!
Salamonde, tímida terra às portas do município de Montalegre que guarda em si pequenos tesouros naturais de grande beleza. Cartaz mais que suficiente para arrancar às 7h da matina com o intuito de pedalar.
Ainda com ares da páscoa se congeminou este percurso, impossível dizia a maioria, tentação pensavam uns poucos. Reunidos aqueles que nada faziam nesta segunda-feira, 3 bravos, entre eles o amigo Artur dos Índios do Monte, seguiram em direcção à barragem de Salamonde. O frio matinal provocado pela abertura das comportas da barragem deixava antever um dia em cheio para a prática do btt. Antes do btt, a estreia no geochaching. O percurso não estava pensado para arranques calmos e cuidados, mas sim subidas com declives proíbidos, umas atrás de outras. O ritmo era então calmo para não dar ao corpo dissabores. No fim de subidas e subidas, o granito típico daquela zona começava a aparecer e com ele as paisagens de rara beleza, as cabras a pastar e os primeiros trilhos mais difíceis. Chegava a hora do ponto alto (leia-se "mais complicado") do percurso, o Trilho das Mariolas. Este trilho pedestre não é aconselhável a praticantes de pedestrianismo mais inexperientes, mas ainda assim seguimos. Há quem afirme veemente ter visto um lince ibérico, mas carece de confirmação por parte do lince. Inicialmente o trilho alternava entre o montar e o desmontar da bike, mas com o adensar do declive e da falta de trilho ciclável, passou rapidamente a fazer-se tudo desmontado. A paisagem ia atenuando o esforço com magníficas fotos e memórias. As mariolas que dão nome ao trilho estão presentes quase sempre e até ajudam na navegação, úteis sobretudo quando nos perdemos a olhar para límpida água do pequeno rio Fafião. Depois de 4 ou 5km de via sacra, lá estava o Porto da Laje, uma represa de água que para além de bonita, marcava o início de mais uma longa e penosa subida. A subida acaba, geralmente, em descida e nada melhor que descer quase 7km em velocidade vertiginosa e passar por piscinas naturais, fazendo lembrar o verão e com isso interrompendo imediatamente a progressão para marcar a posição no GPS. A Laje dos Infernos não nos podia acolher, pois havia mais sobe e desce constante até regressar a Fafião. Mais cascatas, mais água, mais paisagens a subir, mais velocidade e trilhos a descer, um fartote... Fafião só se renderia depois da estocada final, a subida desde Cabril. Não se pode ter tudo e exemplo disso foi a dolorosa subida em estrada que acabaria com as forças que ainda restavam, mas que terminaria numa bela e desenfreada descida até ao ponto final. Difícil, mas bom, ficam os registos que o comprovam!

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