Trilhos "Ai, nossa Senhora!"

A nossa Senhora deve estar agradecida de tão mítica visita à sua capela, já que apesar de um passeio descontraído, foi pródigo em situações insólitas!
Nos dias anteriores à realização do percurso houve quem se quisesse juntar à caravana e foi engraçado ver 13 companheiros do pedal a juntarem-se no ponto de encontro. Umas pequenas apresentações e os amigos Nuno, Artur e Xavier depressa se integraram no seio do grupo. Um bom dia apressado ao colega Tico que pelos vistos deveria estar atrasado para outras aventuras, e a caravana seguiu viagem. O percurso prometia ser agradável e ajudar na já lendária colecção de marcos geodésicos conquistados, com a passagem pela capela da Nossa Senhora de Fátima à entrada da cidade de Braga. Este marco geodésico, ou pinoco para aqueles mais familiarizados, é uma capela erguida no cimo do monte em 1943, e talvez por ser facilmente vista e nunca antes visitada virou fascínio. Era então dia de conquista e nada melhor do que encetar um bom ritmo por entre trilhos conhecidos para tornar a tarefa mais fácil. Um pequeno "até já" para o colega que tinha compromissos profissionais, mas que se juntou ao grupo por mera simpatia. A todo o vapor se seguia quando depois das primeiras subidas surgiu um problema mecânico (crónico, diriam alguns infames comentadores) numa das bikes. Nada que se pudesse resolver, já que numa primeira tentativa ainda se deu o velho "jeitinho" português e à segunda a solução encontrada foi mesmo o abandono precoce do percurso. Algo abalados com o sucedido, até porque não se tratava de um abandono qualquer, mas um abandono por avaria que é sempre triste e que ditou um outro abandono por solidariedade. Situações que são imprevisíveis e às quais nada se pode fazer.
Posto isto era sabido que o alcatrão indicado pelo GPS só nos poderia conduzir ao marco geodésico, e nada mais acertado, aí estava a capela com um brinde técnico a acompanhar a sua ascensão. Energias reforçadas com típico reforço e os trilhos aguardavam a nossa passagem. Algumas dúvidas de navegação, mas que lá nos levaram pelo trilhos certo com vista a uma passagem fugaz pelo Penedo das Letras. Não foram precisos muitos km's para passar neste local, sendo que houve ainda tempo para mais um abandono devido a compromissos familiares. Uma pequena conversa com uns colegas de TT que tentavam atravessar aquilo que de bike já é complicado e o percurso descia agora por um singletrack muito rápido que nos devolvia à freguesia de São Cosme do Vale.
Umas massagens nos músculos mais cansados ou desabituados e restava agora a subida final que colocaria numa situação agradável de regresso. Esta subida foi matreira, qual filme de terror, já que uns perderam-se deliberadamente e outros nem por isso, são idiossincrasias das pessoas. Foi aqui que vi aquilo que distingue este grupo dos demais, aqui sobem-se pistas de downhill, nos outros não sei! Toda gente reencontrada e foram-se descendo calmamente os km's que nos puseram na estrada de regresso. Mais uns minutos de conversa e estava terminado o percurso! Saldo: 4 abandonos, 1 avaria, 1 marco geodésico conquistado...
Justificar completamente
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