Citania de Briteiros

Ainda em ambiente de descobertas, o track hoje indicava a Citânia de Briteiros como destino. A chuva e algumas faltas de comparência não esmoreceram o grupo e embora a soma dos elementos fosse de apenas 3, havia espírito suficiente para fazer esquecer a chuva e a longevidade do objectivo. Na companhia de um quarto elemento durante os primeiros quilómetros, a conversa parecia amenizar a dureza do percurso que se tornou evidente aquando da passagem em Vila de Ponte. O calibre das subidas mostrou logo tratar-se de algo a ter em conta e embora parte do trilho fosse já conhecido, as surpresas não se fizeram esperar. Muita técnica e algum equilíbrio foram determinantes para a transposição de uns empedrados mais teimosos e esguios, nada que não fosse ultrapassado com um passeio de bike à trela... A Citânia mostrou-se difícil de encontrar,talvez envergonhada pela nossa presença, mas vencida a luta com o GPS, o seu caminho lá se mostrou (qual sol entre as nuvens), até porque seguindo a Rota da Citânia não se podia esconder para sempre. A esta altura, já com o estômago aconchegado, era determinante ter uma boa relação com o GPS para que este nos devolve-se casa. A negociação não foi fácil,talvez pela amena cavaqueira no seio do grupo que embora sendo de apenas 3consegue ter conversa para todo o dia, mas lá seguimos caminho. Armadilhados pelo GPS, o regresso foi feito em terreno liso e escuro,"facilitando" o regresso e elevando para 80km este trilho que ficou na garganta, terá de ser repetido com outros elementos, com outras condições meteorológicas e acima de tudo com tréguas do GPS. É decididamente indicado para quem aguenta muita técnica e não teme os quilómetros e o acumulado!
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