Rota Nariz do Mundo - Moscoso

Também para quem gosta de juntar à diversão do BTT o melhor que a gastronomia nacional nos pode proporcionar aqui está um passeio excelente. Junta-se a uns aproximados 50 Kms um acumulado de subida na volta dos 1200 mts, para que a indisposição não se apodere do nosso corpo e possamos chegar à Adega Regional Nariz do Mundo prontos a reabastecer forças quem sabe talvez como uma das suas especialidades; a chanfana de cabra, velha dizem os mais entendidos.
O passeio começa em Moscoso e passando pela Lomba da Ladeira até à povoação de Torrinheiras é todo em estreitos caminhos de alcatrão, alguns metros passados e entramos em piso de terra que nos acompanhará na investida pela Serra da Cabreira. Vamos subindo até chegar praticamente ao Talefe (desta vez não subimos ao topo), pelo meio encontramos umas escavadoras e umas tantas máquinas que vão certamente tornar no futuro aqueles locais diferentes para pior pois pelo estradão que julgo estarem a fazer as travessias vão deixar de ser feitas só por veículos não-poluentes, sinceramente espero poder fazer este mesmo passeio com o mesmo prazer daqui a 10 ou 15 anos.
Alcançando a pequena ponte junto ao penedo que tem esculpido o rosto do conhecido “Indio”, que não deixou de ter a merecida sessão fotográfica, tomamos direcção às minas da Borralha onde muito junto ao rio paramos para o merecido reforço.
Após reabastecido tínhamos para segunda parte do percurso objectivo chegar a Salto, ainda antes podemos de longe avistar a Barragem de Venda Nova, atravessando trilhos envoltos de pinheiro, paisagem que por estes lados julgava não vir a encontrar, e um pequeno curso de água que nós obrigou a carregar as bikes e levar com água até aos joelhos, estávamos praticamente a chegar a Salto. Eis que acontece o momento de fazermos a nossa boa acção do dia, o Sr.Francisco estava ateado tinha a sua Transit com as rodas enterradas na lama, quando nos avistou pensou ser uma miragem, mas lá foi esboçando uma sorriso dizendo; Vocês ajudam-me, é que tenho a carrinha cheia de pedra e sozinho não conseguirei de cá sair. E não é que o grupo de betetistas “cheios ” de força empurraram a dita carrinha e deslocaram-na da lama. Como recompensa tivemos direito a fotografia de grupo tirada pelo Sr.Francisco, um pouco a custo pois a inclinação que fez no momento do flash quase que nos ponha a ajustar o nosso corpo na procura do local para onde apontava. Passada a peripécia voltávamos aos caminhos e avistávamos Salto. Tínhamos agora mais uma travessia passando ao lado de algumas povoações, como a de Corva, a junção com o caminho de retorno a Moscoso seria feita novamente junto a Torrinheiras.
Chegados então novamente junto ão Nariz de Mundo podemos verificar que outros betetistas também optaram por naquele dia deliciarem belas paisagens que aqueles locais nos proporcionam. Enfim passeio que recomendo pelo silêncio que nos é patenteado em certos momentos, pela diversa companhia dos animais quer gado bovino quer os nossos Garranos, pela paisagem, pelos trilhos técnicos, pelas descidas e pelas subidas.



GPSies - Nariz do Mundo

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