A definir
Sábado, 3 de Março de 2012
Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
Ascensão à Assunção e descida do Padrão
Pela manhã nebulosa de Domingo arrancaram um adormecido, um reaparecido e um repetido e fizeram este fim-de-semana o acumulado circulado do grupo ultrapassar os 100 kms.
Rápida mas agradável partilha de trilhos desta manhã.
Rápida mas agradável partilha de trilhos desta manhã.
O Passeio do Careca
A pedido de várias famílias, eis que chega o dia para “O Passeio do Careca”, há que aproveitar esta primavera antecipada para ver o mar, o sol e a areia, matar saudades dos dias de Verão.
Eram 08h30min quando arrancamos rumo ao mar, sempre um bom motivo para a prática do BTT, os trilhos escolhidos foram muito bons. Desta vez foram só 4 os pinocos que apareceram à chamada (Barte, Careca, Redleh e Zéktm), mas reza a historia que mais vale 4 na mão que dois a voar…
A entrada para os trilhos de terra deu-se no Monte Santa Catarina em Famalicão, aí deparamos-nos com muita arvore ardida, e claro os “vampiros” da lenha lá estavam, dizia um: “bota fio!” e responde um pinoco: “limpa o trilho, tá cheio de paus!!” (há pessoas que estavam também caladas!). Este monte é bem bonito, e pelo trilho escolhido fomos sair junto a umas vivendas, já perto de Gondifelos. Dizia agora o nosso Redleh: “vem aí uma descidinha de downhill”, e de facto no GE tem uma foto dessa zona com esse título, a descida é fixe, mas nada tem a ver, só se for dóniló … a descida levou-nos junto a uma pequena ponte sobre o Rio Este, zona muito convidativa e agradável. Seguíamos agora em direção a Balazar onde passamos junta à casa da Santa Alexandrina, e novamente entravamos no monte, era altura para comer uma barrita, o Barte recebia mais um telefonema (e não foi o último, e não é muitos e não são poucos, não é…bastantes). E claro, não podiam faltar os senhores da caça, achamos estranho ao sábado de manhã ver tantos caçadores, mas assim vai o nosso país. Tínhamos alcançado agora Casais, subimos numa zona que já por lá tínhamos passado num Manobras, fomos depois sair á rua da Cividade, não sem antes termos ajudado dois colegas que estavam naquela zona atracados a precisar de ar para um pneu (bendita bomba de ar do Careca). Fomos então em direção á ponte dos arcos e seguimos pelos Caminhos de Santiago, mais á frente chegávamos novamente junto ao rio na zona de Touguinhó, estava uma manhã a correr muito bem, já ia cheirando a mar, poucos minutos depois o joelho do Zéktm deu de si e fez dor ao pedalar, mas já estávamos a chegar ao convento de Santa Clara, junto á ponte sobre o Rio Ave, ponte esta com grades feita por uma empresa muito prestigiada, e mais não dizemos… e vai daí e estavamos nós a ver o mar e a saciar-nos com uma pizza no Carciofi. Findo o almoço em grande, fomos para a zona photo show, claro junto ao forte de São João. O regresso a casa foi realizado primeiro pela travessia da ponte do comboio sobe o Rio Ave, lá seguimos junto ao rio passando pela localidade bem conhecida do BTT, Retorta do famoso Raid da Lama. Entramos nos trilhos em terra e seguimos em direção á capela Nossa Senhora do Padrão, em Touges, descemos e fomos sair á Azenha em Ponte do Ave, aí passamos a ponte e seguimos pelos Caminhos de Santiago. Fomos avançando, sempre ladeados pelo Rio Ave, e cá esta, o Barte numa chamada: ”esse gajo não é homem, é um batata!!!”. Lá íamos a pedalar, Ferreiró coisa e tal e não é que ao fundo avistamos uma empresa junto ao rio “… nem aqui me livro disto…” ia palrando um dos elementos. Largamos o rio e subimos em direção ao famoso moinho de vento, fomos dar junto ao gimnodesportivo da Aldeia Nova, passamos á porta de casa de um amigo do BTT ( O Presidente dos Índios do Monte), mas não estava, e nós cheios de sede. Apanhamos mais abaixo uma parte já nossa conhecida no recente Manobras e daí até casa foi um tirinho.
Foi um dia bem passado, chegamos a casa por volta das 16:30, com cerca de 90 kms e 1700 metros de acumulado de subida (pois esta cena do acumulado é fixe!).
Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
Os Pinocos pelo Alvão
Quase quatro mas que após conselho de medicina oftalmológica se tornaram em cinco, foram os Pinocos que cedo arrancaram para o Parque de Campismo de Mondim de Basto onde tinhamos programado a nossa partida e chegada desta que se tornaria certamente a nossa Epopeia pelo Monte Farinha e Serra do Alvão. Viagem de pequena duração feita, últimos retoques executados e estavamos prontos para esta jornada. Pela estrada fomos até Sobreira e junto ao parque agarramos a terra que só largamos quando muito perto mesmo do Santuário da Senhora da Graça cruzamos com os últimos metros da estrada de ascensão a este alto, que forma interessante esta de chegar ao cimo do Monte Farinha.Com 12,5kms feitos atingíamos o ponto mais alto da primeira parte deste nosso passeio; Senhora da Graça (Torre de Igreja) 961 mts.
Registo feito do momento da nossa presença em tão carismático local era agora altura de trilhar caminho até ao ponto mais alto da Serra do Alvão. O dia estava maravilhoso, completamente primaveril não fosse a total secura observada pelo caminho e diríamos que estavamos enganados no mês. O sol brilhava e o frio não ainda aquele que esperávamos, mas apartir do quilometro 27 quando de uma forma mais rápida nos começamos a aproximar da cota dos 1000 metros o vento intensificou e aí sim estávamos na Serra. As paisagens eram agora ainda mais intensas a as paragens para as deliciar eram mais repetidas, todavia sabíamos ainda que ainda não tinhamos chegado ao ponto mais alto. Alcançavamos sim o estradão do Parque Eólico de Meroicina I que nos ofereceu uma nova conquista geodésica aos 39,5kms o Meroicinho (Bolembreano) 1294 mts. Pela larga estrada e por entre Eólicas rolavamos até ao mais alto ponto do dia e aos 43kms atingiamos Caravelas (Bolembreano) 1332 mts, a nossa segunda conquista geodésica.O frio era intenso e pouco tempo se paragem era aconselhável sabiamos que mais abaixo um pouco tinhamos a Cabana onde podíamos repor algum calor no corpo, e assim o fizemos de forma rápida q.b.. Chegava o momento de aproveitamento do aconchego na Cabana e repusemos algumas calorias, algum calor e água nos “cantis”.Muito bom o pequeno momento junto à Lareira que nos aligeirou até Lamas de Olo, pequena freguesia com pouco mais de 100 habitantes, tínhamos agora como destino Fisgas de Ermelo, passando por Barreiro, Fervença e Varzigueto faziamos travessia por ponte sobre o Rio Olo que nos ia oferecer mais à frente a possibilidade de observamos uma das maiores quedas de água da Europa. Após alguns momentos de diversão deixávamos para trás as águas do Rio Olo que na Ponta do Bonalheiro se iriam juntar ao Rio Tâmega. Descíamos agora até Vila Chã e após poucos minutos estavamos junto à margem do Rio Cabrão, um afluente do Rio Cabril, onde fizemos uma travessia de pedra em pedra, local este de registo bucólico. Estávamos muito perto de atingir agora o local de partida desta nossa cruzada, mas não era que tinhamos à nossa espera um momento circense de cerca de 9 quilómetros; a PR2 Levada de Piscarelo.
A construção da Levada de Piscaredo remonta ao século XIII, ainda no reinado de D. Afonso II. Devido à escassez de água, indispensável para a irrigação dos seus campos, os proprietários das terras de Mondim decidiram um dia partir de suas casas rumo às Mestras, confluência dos rios Cabrão com o Cabresto, e só regressaram muitos meses depois, trazendo consigo o precioso líquido. Conta-se a este propósito que outras aldeias disputavam igualmente estas águas, iniciando a levada de baixo para cima. Quando se aperceberam, já os de Mondim traziam a água consigo, conquistando não só o direito às águas, como também um excelente nível para a construção da levada. A Levada primitiva era feita em terra batida, com todos os inconvenientes daí resultantes. Nos anos de 1960/61 foi totalmente reconstruída em lajes de granito, tal como a conhecemos actualmente, através de Concurso Público promovido pelo Estado, que comparticipou a obra, tendo a Associação de Proprietários contraído um empréstimo para o efeito, que foi amortizado ao longo de vinte anos. Ao longo da Levada há cerca de 15 ou 20 nascentes que lhe pertenciam. Hoje, grande parte dessas nascentes já não corre para o rego devido ao desnível resultante das obras efectuadas. O sorteio das andadas, em número de 17 (tantas quantos os proprietários que fizeram a levada), realiza-se a 24 de Junho, dia de S. João, resultando daí o rol que calendariza a utilização das águas, leiloando-se também meio-dia cujo produto reverte a favor das obras de reparação e conservação da levada.
Pois! Estes ultimos quilometros foram de autêntico equilibrismo, este trilho era ladeado por um pequeno rego de água corrente do seu lado direito e por vezes autenticas ravinas do seu lado esquerdo, para quem de sindromas vertiginosos sofria não foi brincadeira nenhuma para os outros foi a cereja em cima do bolo.Os cerca de 75 kms feitos com quase 2300 metros de acumulado de subida tornou o chuveirinho do Parque de Campismo de Mondim de Basto uma dádiva dos Deuses, o nosso muito obrigado pela disponibilidade.
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